Paixão X Amor

Comportamento sempre foi um tema que me interessou muito.

Depois de me apaixonar pelo meu amor, em 2007, comecei a ler cada vez mais pesquisas e livros que tratassem sobre comportamento feminino e relacionamento.

Não costumava tratar desses temas por aqui, mas é um desperdício não falar sobre tudo o que tenho aprendido no decorrer desses anos e através dessas leituras se tenho um espaço tão rico que é esse blog.

Pensando melhor sobre, vi que pode ser válido compartilhar com vocês o que aprendi. A partir de agora, vou abordar alguns temas que fazem parte do nosso dia-a-dia, do nosso comportamento e de nossos relacionamentos.

Ler e refletir sobre é ótimo, pois isso nos ajuda a nos conhecermos melhor e a sermos mais compreensivas com nosso parceiro (ou parceira).

Se você tem um relacionamento de amor com alguém, esse post é para você. Se você não tem, uma dia terá, por isso vale conferir também.

Nessa primeira abordagem vou indicar um livro muito interessante que li em 2008. Sempre que leio algo que gosto muito, faço um resumo dos principais pontos abordados. Foi o que fiz com o livro As cinco linguagens do amor, de Gary Chapman.

Quando me apaixonei, a primeira questão que surgiu foi  sobre o amor. O que é o amor? Porque é tão bom? Porque sentimos necessidade de amar? Porque, por mais que as pessoas neguem, sabemos que todos desejam ter alguém para amar?

Paixão é diferente do amor. Dizem que a paixão tem prazo de validade e que o amor é a fase amadurecida da paixão.

Algumas afirmações citadas no livro que nos levam a refletir sobre o que vivenciamos num relacionamento:

  • Psicólogos concluíram que sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano. O casamento foi idealizado para suprir essa necessidade.
  • Precisamos do amor antes de nos apaixonar e continuaremos a necessitar dele enquanto vivermos.
  • Se temos algum propósito em mente ao nos apaixonarmos, é o de terminar nossa própria solidão e, talvez, assegurar essa solução através do casamento.
  • Infelizmente, a eternidade da paixão é uma ficção e não um fato.
  • A principal falha na informação é o falso conceito de que a paixão dura para sempre. Deveríamos saber disso. Uma simples observação é o bastante para concluirmos que, se as pessoas permanecerem obcecadas pela paixão, estaríamos em grandes apuros.
  • Essa é uma boa noticia aos casais que perderam seus sentimentos de paixão. Se o amor é uma opção, então eles possuem a capacidade de amar após a experiência da paixão haver passado e regressarem ao mundo real. Esse tipo de amor inicia-se com uma atitude – o modo de pensar. Amor é a atitude que diz “sou casado com você e escolho lutar pelos seus interesses!”. Então, os que optam por amar encontrarão formas apropriadas para demonstrar essa decisão.
  • Diferente do amor, a experiência da paixão não possui enfoque em nosso próprio crescimento, nem no crescimento e desenvolvimento do cônjuge. Dificilmente também fornece o senso de realização.
  • Para falar a verdade, o amor verdadeiro não começa enquanto experiência da paixão não tiver seguido seu curso.
  • O amor não apaga o passado, mas altera o futuro.

Aquela euforia dos primeiros meses de namoro é caracterizada como paixão e ela pode ser explicada de diversas formas, mas acredito que a melhor forma de entendê-la é analisando a nossa biologia e o nosso psicológico.

Emoções são processos químicos que ocorrem em nosso cérebro e repercutem seus efeitos sobre todo o nosso corpo, ou seja, a paixão é química e num determinado momento diminui sua atividade.

Segundo pesquisas científicas comprovadas, a paixão pode durar para  o homem entre 18 e 24 meses e, para a mulher entre 24 a 36 meses. Essa diferença se deve ao fato do cérebro do homem ser diferente do da mulher. Esse tempo é suficiente para que o casal se relacione e gere uma criança. Essa é uma constatação biológica, é da nossa natureza. Se pararmos para pensar, tem sentido.

Outra forma de entender um pouco mais sobre o fim da paixão é analisando o nosso psicológico. Depois de termos conquistado o que tanto queríamos acabamos por nos acomodando.

Costumo dizer que o amor começa a partir do momento que a gente vê a rotina do relacionamento como um problema, quando nos acostumamos com o outro, quando relaxamos. Esse momento também explica o fato de diversos casais, após o casamento ou após um bom tempo de relacionamento engordarem. Tenho certeza que se você ainda não aumentou uns quilos depois de começar um namoro, já viu alguém aumentar.

Resumindo, parece que temos que lutar contra o nosso psicológico e contra a nossa biologia para levar adiante um relacionamento. De qualquer forma, volto a lembrar um dos pontos que destaquei nos tópicos acima: sentir-se amado é a principal necessidade do ser humano.

E é por isso que eu digo que o amar é a coisa mais difícil que existe, mas também é a melhor coisa do mundo.

No próximo post vou falar um pouco mais sobre a transição entre a paixão e o amor  e como superar essa fase que nos enche de preocupações e dúvidas.

Mais adiante também vou falar sobre outros pontos que destaquei durante a leitura do livro que citei nesse post

Espero que gostem e, se tiverem algo para compartilhar, peço que comentem! Melhor do que aprender com leituras, é aprender com histórias reais.

Beijos!

2 thoughts on “Paixão X Amor

  1. Olá!! Deve ser muito bom esse livro. Me interessei! rsrsrs..
    E é bem assim mesmo.;)
    Mas, por enquanto estou lendo outro ” eu e minha boca grande” – da Joyce Meyer. Não sei se você já ouviu falar dela. É uma autora evangelica. Os livros delas são muito bons também.

    Espero sua visitinha lá no meu blog. Se quiser seguir, pode seguir que eu te sigo de volta. Abraços, Deus Abençõe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *